Toda história merece espaço.
Jornal Literário
Uma publicação da Liber Quest
A escritora por trás das histórias
Entre o amor e o tempo: a escrita de Verônica Vienna
Há quase nove anos, a autora sergipana transforma emoções, diálogos e cenários de sua terra em histórias de romance, drama, suspense, poesia e terror.

Há quase nove anos, Verônica Vienna encontrou na literatura uma maneira de reimaginar histórias, dar novos destinos aos personagens e compartilhar um pouco da cultura de Sergipe com seus leitores.
Autora de romances, dramas e suspenses, Verônica também escreve poemas, textos literários e, mais recentemente, começou a explorar narrativas curtas de terror. Sua escrita nasce da simplicidade do cotidiano, com destaque para os diálogos, a narração em terceira pessoa e os cenários reais de sua terra.
Quando os finais não eram suficientes
A vontade de escrever começou ainda na adolescência, quando assistia a novelas e filmes e se pegava questionando os finais. Ela imaginava outros desfechos, até que surgiu o desejo de criar uma história que fosse inteiramente sua.
Com o tempo, percebeu que nem sempre os acontecimentos seguem exatamente os planos do autor. Os personagens ganham forma, opiniões e, muitas vezes, escolhem os próprios caminhos.
Uma escrita guiada pelos sentidos
As inspirações podem surgir durante uma viagem, em uma caminhada, diante do mar, ouvindo música ou simplesmente em frente ao computador. Para Verônica, os cinco sentidos e as emoções são ferramentas essenciais da escrita.
Por se considerar bastante emotiva, encontrou no romance e no drama o espaço ideal para transformar sentimentos em histórias. Seus textos abordam superação, desafios, lições de vida e a preciosidade do tempo — importante, passageiro e tantas vezes desperdiçado.
“Nossos personagens acabam tomando forma e passam a ter opiniões também.”— Verônica Vienna, entre risos
Silêncio para ouvir os personagens
Verônica não segue fórmulas rígidas nem planeja detalhadamente suas histórias. Seu processo respeita o momento em que a inspiração aparece. Existe, entretanto, uma condição indispensável: o silêncio.
Ela prefere escrever sozinha, sem televisão ligada, celular por perto, visitas ou qualquer distração. É nesse isolamento que mergulha na própria mente e consegue escutar os diálogos de seus personagens.
“Somos somente eu, meus personagens e o notebook. Gosto de senti-los soltos.”
Novos caminhos
Pela primeira vez, Verônica começou a escrever um diário. Também se prepara para desenvolver um relato sobre sua trajetória como autora independente.
A proposta não é expor sua vida particular, mas compartilhar o que aprendeu ao longo da caminhada literária, falar sobre os desafios de novos autores e sobre a influência do marketing nas redes sociais.
“Não tenho sonhos, apenas pequenos objetivos que estou tentando realizar um a um.”
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