Toda história merece espaço.
Jornal Literário
Uma publicação da Liber Quest
A escritora por trás das histórias
Gabriela Garcia Ceron: inclusão, diversidade e literatura
Da Psicologia à poesia e aos livros infantis, a autora fala sobre os afetos e as diferenças que atravessam sua escrita.

Uma conversa com Gabriela Garcia Ceron
A autora fala sobre sua trajetória, suas referências e o encontro com a poesia e a literatura infantil.
Pergunta 01
Como você se apresenta como escritor(a)?
Sou escritora com formação acadêmica. Tenho graduação em Psicologia, diversas pós-graduações (lato sensu) e mestrado em Psicologia e Saúde. Defino minha escrita como humanista e existencialista. Gosto de escrever artigos e livros científicos, poemas, livros infantis, contos e crônicas.
Pergunta 02
Como a literatura e a escrita começaram a fazer parte da sua vida?
Comecei a escrever ao elaborar minha monografia de graduação. Mais tarde, ao estabelecer um laço afetivo com meu colega de mestrado, Nathan, hoje meu irmão do coração, iniciei minha trajetória na poesia. Já na literatura infantil, tudo começou quando recebi o pedido de uma criança para escrever um livro para crianças.
Pergunta 03
O que costuma inspirar suas histórias?
Inspiro-me em autores da literatura brasileira, como Mário Quintana, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes e Augusto dos Anjos. Também encontro inspiração em músicos como Cazuza — especialmente na canção Codinome Beija-Flor —, Rita Lee e Raul Seixas. Além disso, admiro psicanalistas como Sigmund Freud, Donald Woods Winnicott, Melanie Klein e Jacques Lacan. Entre minhas leituras favoritas estão As Crônicas de Nárnia e O Perigo de Estar Lúcida.
Pergunta 04
Quais temas, emoções ou mensagens aparecem com mais frequência em suas obras?
Os temas que mais aparecem em minha escrita são inclusão, psicologia, psicanálise e diversidade. Gostaria que meus leitores refletissem sobre a vida, desenvolvessem relações mais saudáveis e encontrassem caminhos para viver de forma mais satisfatória.
Pergunta 05
Qual das suas obras você deseja destacar nesta edição do jornal?
Diferenças que não fazem diferenças. Trata-se de uma autobiografia infantil que nasceu de uma conversa com alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental sobre o tema das diferenças que não fazem diferença.
Pergunta 06
Existe alguma curiosidade sobre sua escrita ou seu processo criativo que os leitores ainda não conhecem?
Tenho sequelas de paralisia cerebral decorrentes de uma anóxia cerebral (falta de oxigênio) durante o parto. Por isso, digito principalmente com os polegares.
Pergunta 07
Quais são seus próximos passos na literatura?
Já tenho cinco livros prontos para edição: quatro infantis — Manuela no País da Sapiência, Girassol, Arco-Íris e Infinito – A Mensagem da Neve que Encantava, A Menina que Voava; e um livro de poemas, Lampejos de Loucura.
“Leiam, amem, odeiem, mas tenham opinião própria.”— Gabriela Garcia Ceron
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